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Quando recebi o convite para escrever algumas linhas, para comemorar a passagem do primeiro ano de actividade dos R´Aces, fiquei obviamente muito honrado, mas ao mesmo tempo com o sentimento que não seria tarefa fácil
A primeira coisa que me ocorreu foi, “bom tenho que dizer que estes tipos são bons!” a segunda foi “epá, mas como faço eu isso, sem dar ideia de estar a ser um lambe botas?”, mas já lá vamos.
Antes de inicial a fase “es um gajo porreiro”, gostava de dizer, que realmente o desporto que nos une é como a vida, rápido e com curvas (rápidas e lentas), e por tal, devemos aproveitar todos os momentos de forma muito intensa. Gosto de pensar, que o meu trabalho, são os meus amigos e que o meu trabalho é um hobbie, mas…
Para que melhor se entenda, a minha visão sobre estes tipos, deixem me que vos conte uma parte da minha vida. Por volta de 1996, quando se deu o grande Bomm, nos karts, eu com outros malucos, organizámos e formámos um clube com o nome de kartofilia aguda. Eram amigos, amigos dos amigos, todos completamente doidos, que hoje, penso que só iam ás corridas, porque depois destas havia sempre almoço ou jantar (fica a dúvida), isto para dizer que, acreditem que não, não era nada fácil, e estou a falar de um clube.
Ora é aqui que o Rui e o King Egas (Edgar), fazem realmente a diferença para o bom. Julgo que será consensual dizer, que qualquer um organiza uma corrida de karts, basta para isso fazer uns telefonemas, arranjar 20 marmelos marcar dia e hora e já está, mas se for um campeonato? Pois é isso, já não é fácil, e de facto eles tem feito um excelente trabalho, não descurando o detalhe, para provar isso há alguns sinais que todos nos vimos mas não nos damos conta do trabalho, como por exemplo aquelas bandeiras que estão sempre junto ao pódio? Elas estão lá sempre, quando lá chegamos, ou as águas? Neste caso devo confessar que na última corrida eu fiquei com a responsabilidade de as levar, mas por motivos, diria extra-sensoriais, não levei, as minhas desculpas. O Rui bem me disse “ é por isso que somos diferentes” e tinha toda a razão, no fim da prova, até bebia um litro de água. Há que reconhecer que são efectivamente diferentes, para cada prova que vou, sou sempre surpreendido pela positiva, há sempre algo mais.
Mas não seria justo, não falar dos “marmelos”, é estranho que para todos (e todos querem vencer) ficar em 1º ou 399, seja igual, o que interessa é correr e divertir, garanto vos que nos anos que já levo, nunca tinha sentido tal. Para finalizar, os R´Aces arranjaram um cocktail explosivo na organização Vs participantes, muito bom.
Sei que para este tipo de projectos, são necessárias várias premissas como tempo/gosto/imaginação e muito trabalho, sei pelas provas dadas, que tem tudo e mais um bocadinho, que é o que faz a diferença.
Força e um enormes bem-haja, João Galante |